
Durante milhares de anos os povos antigos acreditavam na existência de uma grande deusa, que governava o céu e a terra, e a representação na terra desta deusa era a mulher, que assim como o ventre da mãe terra gerava a vida.
A mulher tendo seu ventre como veículo sagrado, e por seu dom intuitivo e perceptível, era relacionada espiritualmente com a grande deusa tendo portanto, domínio sobre os dois mundos.
Sendo assim muitas foram às escolhidas para serem as sacerdotisas do templo da grande mãe, muitas mulheres ainda em sua infância eram levadas aos templos e ensinadas desde a tenra idade na arte da música, dança, magia e demais conhecimentos, e através de sua primorosa educação obtinham privilégios reais, e sua presença tornava-se insubstituível nos rituais de fertilidade, pois se acreditava que somente a mulher seria capaz de repetir os ciclos da natureza, e sendo assim interagir junto a grande deusa.
Acredita-se que a dança nasceu em rituais de fertilidade, onde os movimentos obtinham uma relação com os cinco elementos, fogo, terra, ar, água e éter, sendo este último o responsável por todo o nosso equilíbrio espiritual, e também relacionando os movimentos aos seres da natureza, e as emoções humanas, traduzindo assim com perfeição o ciclo de vida na terra.
Mas através dos tempos a dança foi perdendo seu caráter religioso e sagrado, passando a ser vista fora dos templos e por olhos masculinos, e a partir de então, foi tornando-se cada vez mais artística, obtendo assim performances diferenciadas conforme a região na qual era praticada.
Não há uma origem exata em seus movimentos, pois a dança foi se moldando através dos tempos tendo em seu berço países como, o Oriente Médio, África e Índia, e através dos povos nômades, a dança foi difundida em várias nações e adquirindo personalidade própria da região para onde foi levada, ocasionando assim as danças folclóricas com influências da dança do ventre.
No Egito citamos algumas como a dança tahtib realizada por homens que portam bastões e simulam uma luta marcial, e desta dança originou-se a Rack’s alassaia ou seja, é a versão feminina da dança com bastão, que deve ser desenvolvida pela bailarina com graça, equilibrio e habilidade, o ritmo utilizado para esta dança é chamado de said e recebe o mesmo nome da região onde se origina, temos também a irreverente Melaya laf ou seja a dança do xale enrolado onde uma graciosa mulher passeia encantando e seduzindo de forma juvenil e caricata os jovens em sua volta, em um sedutor abrir e fechar de véu combinados com movimentos de quadril e tronco e expressões e trejeitos singulares.
Na região dos emirados árabes temos o doce khalige dançado ao sabor do ritmo saudita chamado saud, onde as mulheres colocam largas e longas túnicas deixando seus longos cabelos a mostra e utilizando-os em sua dança de forma única, seus movimentos tem características próprias de sua região e possuí marcações significativas e diferenciadas da dança do ventre conhecidas por nós, seus deslocamentos em muitas vezes nos lembra o charleston e sua cadência de passos a nossa dança folclórica chamada Carimbo.
A dança do ventre em sua forma clássica egípcia, possuí muitos passos característicos do balé, e a dança obteve está influencia devido à necessidade de limpar e refinar a postura de braços e deslocamentos cênicos.
hoje em dia podemos encontrar influências de vários estilos de dança tais como flamenco, dança cigana, dança indiana e até mesmo jazz e hip hop, combinados é claro com os passos clássicos da dança do ventre.
Sendo assim a dança do oriente tem passado por diversas mudanças, adaptando-se as novas fusões, e dando assim maiores perspectivas em sua forma artística, porém não devemos esquecer jamais a sua verdadeira essência que consiste em despertar a consciência feminina, muitas vezes adormecida dentro de cada uma de nós.
Através dos tempos as religiões e o mundo moderno sufocaram a deusa que existe dentro de nós, e a mídia, tenta cada vez mais nos adequar ao seu protótipo de um corpo perfeito, e assim acabamos alterando a singularidade em nosso corpo, nos fazendo acreditar que estamos fora do padrão de beleza, corrompendo assim quase que sem percebermos, a verdadeira mulher que há em nós.
A dança do ventre nós remete a lugares distantes onde paira no ar o doce cheiro do almíscar e do sândalo, e em um cenário mágico desvenda-se uma bailarina com vestes diáfanas de sonho e luz , e tal qual uma serpente move-se ao som melódico do alaúde e da cítara, e ao som incessante do derbak agita seus quadris com extrema doçura, Gorda ou magra, feia ou bonita já não importa mais, pois ela tem a certeza de que todos os encantos femininos habitam em seus movimentos.
E o Núcleo Místika te convida a acordar a tua deusa interior que é a tua mais pura essência feminina, e a relembrar a dança de teus antepassados adormecida em seu coração.
Acorda-te ao som do derbak e permita que teus instintos despertem a deusa que mora em teu âmago.
Texto: Cláudia bitencourt
Professora do Núcleo Místika de danças orientais
Email:núcleo_mistika@hotmail.com
A mulher tendo seu ventre como veículo sagrado, e por seu dom intuitivo e perceptível, era relacionada espiritualmente com a grande deusa tendo portanto, domínio sobre os dois mundos.
Sendo assim muitas foram às escolhidas para serem as sacerdotisas do templo da grande mãe, muitas mulheres ainda em sua infância eram levadas aos templos e ensinadas desde a tenra idade na arte da música, dança, magia e demais conhecimentos, e através de sua primorosa educação obtinham privilégios reais, e sua presença tornava-se insubstituível nos rituais de fertilidade, pois se acreditava que somente a mulher seria capaz de repetir os ciclos da natureza, e sendo assim interagir junto a grande deusa.
Acredita-se que a dança nasceu em rituais de fertilidade, onde os movimentos obtinham uma relação com os cinco elementos, fogo, terra, ar, água e éter, sendo este último o responsável por todo o nosso equilíbrio espiritual, e também relacionando os movimentos aos seres da natureza, e as emoções humanas, traduzindo assim com perfeição o ciclo de vida na terra.
Mas através dos tempos a dança foi perdendo seu caráter religioso e sagrado, passando a ser vista fora dos templos e por olhos masculinos, e a partir de então, foi tornando-se cada vez mais artística, obtendo assim performances diferenciadas conforme a região na qual era praticada.
Não há uma origem exata em seus movimentos, pois a dança foi se moldando através dos tempos tendo em seu berço países como, o Oriente Médio, África e Índia, e através dos povos nômades, a dança foi difundida em várias nações e adquirindo personalidade própria da região para onde foi levada, ocasionando assim as danças folclóricas com influências da dança do ventre.
No Egito citamos algumas como a dança tahtib realizada por homens que portam bastões e simulam uma luta marcial, e desta dança originou-se a Rack’s alassaia ou seja, é a versão feminina da dança com bastão, que deve ser desenvolvida pela bailarina com graça, equilibrio e habilidade, o ritmo utilizado para esta dança é chamado de said e recebe o mesmo nome da região onde se origina, temos também a irreverente Melaya laf ou seja a dança do xale enrolado onde uma graciosa mulher passeia encantando e seduzindo de forma juvenil e caricata os jovens em sua volta, em um sedutor abrir e fechar de véu combinados com movimentos de quadril e tronco e expressões e trejeitos singulares.
Na região dos emirados árabes temos o doce khalige dançado ao sabor do ritmo saudita chamado saud, onde as mulheres colocam largas e longas túnicas deixando seus longos cabelos a mostra e utilizando-os em sua dança de forma única, seus movimentos tem características próprias de sua região e possuí marcações significativas e diferenciadas da dança do ventre conhecidas por nós, seus deslocamentos em muitas vezes nos lembra o charleston e sua cadência de passos a nossa dança folclórica chamada Carimbo.
A dança do ventre em sua forma clássica egípcia, possuí muitos passos característicos do balé, e a dança obteve está influencia devido à necessidade de limpar e refinar a postura de braços e deslocamentos cênicos.
hoje em dia podemos encontrar influências de vários estilos de dança tais como flamenco, dança cigana, dança indiana e até mesmo jazz e hip hop, combinados é claro com os passos clássicos da dança do ventre.
Sendo assim a dança do oriente tem passado por diversas mudanças, adaptando-se as novas fusões, e dando assim maiores perspectivas em sua forma artística, porém não devemos esquecer jamais a sua verdadeira essência que consiste em despertar a consciência feminina, muitas vezes adormecida dentro de cada uma de nós.
Através dos tempos as religiões e o mundo moderno sufocaram a deusa que existe dentro de nós, e a mídia, tenta cada vez mais nos adequar ao seu protótipo de um corpo perfeito, e assim acabamos alterando a singularidade em nosso corpo, nos fazendo acreditar que estamos fora do padrão de beleza, corrompendo assim quase que sem percebermos, a verdadeira mulher que há em nós.
A dança do ventre nós remete a lugares distantes onde paira no ar o doce cheiro do almíscar e do sândalo, e em um cenário mágico desvenda-se uma bailarina com vestes diáfanas de sonho e luz , e tal qual uma serpente move-se ao som melódico do alaúde e da cítara, e ao som incessante do derbak agita seus quadris com extrema doçura, Gorda ou magra, feia ou bonita já não importa mais, pois ela tem a certeza de que todos os encantos femininos habitam em seus movimentos.
E o Núcleo Místika te convida a acordar a tua deusa interior que é a tua mais pura essência feminina, e a relembrar a dança de teus antepassados adormecida em seu coração.
Acorda-te ao som do derbak e permita que teus instintos despertem a deusa que mora em teu âmago.
Texto: Cláudia bitencourt
Professora do Núcleo Místika de danças orientais
Email:núcleo_mistika@hotmail.com
Foto Cláudia Bitencourt montagem fotoshop

Nenhum comentário:
Postar um comentário