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domingo, 25 de janeiro de 2009

1º Baile árabe de Rio Grande

Pequenas regras de comportamento nos ensaios e shows.


Bailarinas não se esqueçam jamais, que a forma como a dança entra em seu corpo, e adormece teus sentidos, transportando mesmo que por poucos segundos tua alma a uma dimensão já conhecida por ti, porém esquecida, são os momentos que mais importam.
As irmãs que como você buscam olhar através do corpo sua própria alma, libertando ao ritmo dos sons seus movimentos, se fazendo ouvir sem a necessidade de uma só palavra, cruzarão teu caminho com momentos de alegria e tristeza expondo suas emoções muitas vezes sem reserva alguma, então tenha a certeza, o que realmente importa é:
As amizades que fazemos;
As nossas horas de alegria;
A superação aula após aula de nossas dificuldades;
A certeza de que somos capazes.
Mas lembrem-se...
A partir do momento que decidimos nos mostrar como bailarinas, temos então a responsabilidade com nossa professora, colegas de dança e com o trabalho que será apresentado.
Sendo assim devemos ser responsáveis quanto aos ensaios, figurino e principalmente com o estudo da coreografia e da técnica, sendo que o descaso ira prejudicar todo o grupo.
Nas horas de ensaio prestar atenção na técnica em grupo procurando não desviar a concentração do mesmo, pois o tempo torna-se pequeno demais para tantas dúvidas e correções.
Não falte aos ensaios, mesmo que você já saiba toda a coreografia, pois ainda será necessário limpá-la em grupo.
Por favor, desligue o celular durante os ensaios.
Sua apresentação pessoal é de suma importância unhas, cabelos e maquiagem, pois não se esqueçam que quando a música começar e vocês estiverem sendo observadas, a imagem que todos irão ter será a de uma mulher que traduz em visão e movimentos o misto de uma princesa,cigana e Deusa.
A princesa por seu porte elegante e refinado a cigana por seus movimentos leves e encantadores e por muitas vezes arrebatadores, a Deusa pelo ar de um ser sublime digna de ser adorada.
E como bailarinas provocarão exaltação por sua dança, e tristeza ao irem embora.
Tentem imaginar tal mulher dona de tais virtudes na seguinte situação:
Falando ao celular;
Fumando;
Bebendo;
Carregando uma bolsa;
Gargalhando na expressão máxima da palavra;
Beijando em público;
Dizendo palavrões;
Não dá nem mesmo para imaginar.
Portanto entre no clima de magia que esta noite deve ter, permita-se este sonho e acredite... Você fez por merecer.

Sejam bem vindas ao palco.

Saffia Sâmar.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Uma noite Pra Lá de Bagdá

1º baile árabe da cidade de Rio Grande.

Uma Noite Pra Lá de Bagdá!

Realização:Núcleo Místika


























Tópicos Ministrados no curso.


Formação de bailarinas conforme os padrões internacionais de dança do ventre;
Didática personalizada;
Conhecimento teórico sobre a origem da dança do ventre;
Vídeo aula, com estudo dos diferentes estilos de dança;
Introdução ao idioma árabe, costumes e religião islâmica (opcional);
Desenvolvimento da dramaticidade na dança do ventre (expressão facial);
Conhecimento dos principais ritmos árabes;
Estudo da interpretação corporal dos ritmos;
Entradas e saídas de apresentações;
Deslocamentos e uso do espaço cênico;
Composições coreográficas;
Conhecimento dos estilos de dança clássico,folclórico e contemporâneo;
Danças de solo, incluindo câmbret e descidas ao chão;
Técnicas de quadril para desenvolvimento da dança com percussão;
Os 7 chakras e sua relação com a dança;
Os 5 elementos na dança do ventre;
A simbologia dos movimentos;
Conhecimento dos movimentos solares e lunares;
Whorkshop de véus (movimentação dos véus);
DVD’S e VCD’S com apresentações de grandes bailarinas e CD’S de músicas árabes disponíveis para compra;
Whorkshops com profissionais renomados em música árabe e bailarinas com reconhecimento nacional e internacional, (o contrato destes profissionais não esta incluso no valor das aulas);
Trabalho solo da aluna para avaliação performática;
Diploma ao final do curso, com avaliação;
Festa de encerramento.


Coordenação: Cláudia Bitencourt.

Curriculum Saffia Sâmar



Em 1995 iniciou seus estudos em dança do ventre de forma autodidata.

De setembro de 1996 á março de 1997 estudou dança cigana na academia Ísis Belona em Campinas (SP) com as professoras Ana Paula Sampaio e Mariela Maia.

De março de 1997 á novembro de 1997 estudou dança do ventre na academia Ísis Belona em Campinas (SP) com a professora e bailarina Cléo. E também estudou dança cigana e do ventre com Ana Paula Sampaio e Mariela Maia (SP).

Em 1998 iniciou como professora em Campinas dando aulas particulares (para ajudar a custear seus estudos na dança).

Fez cursos com diversos profissionais na área da dança oriental em Campinas.

De 1999 á 2000 cursou o curso de idioma árabe com o professor Hady Mohamed.

Em 2001 mudou-se para a cidade de Rio Grande.

Tendo atuado como professora nas seguintes academias:

Corpo e Saúde

Local: Cassino de 2001 á 2002;

Prêmios em festivais de dança:

3º lugar duo modalidade dança do ventre-interpretação das alunas Karine e Kelly



Escultural

Local: cidade de 2001 á 2006

Prêmios em festivais de dança:

1º e 2º lugar categoria solo modalidade dança do ventre- interpretação da aluna Hanna Luy (posteriormente foi capa do cd de Tony Mouzayek encontran-se vídeos dela no you tube).



Dena Cia de Dança

Local: cidade de 2002 á 2005

Prêmios em festivais de dança:

3º lugar categoria solo



Heloisa Bertolli

Local: cidade de 2001 á 2002

Nenhuma participação em festivais.



Espaço zen.

Local: Cassino de 2003 á 2003

Nenhuma participação em festivais.



Ritmo do corpo

Local: Cassino de 2004 á 2006

Nenhuma participação em festivais.



Dança&Cia

Local: cidade de Jaguarão de 2005 á 2006

Prêmios em festivais:

Porto Alegre em dança 2006-1º lugar categoria solo modalidade dança do ventre, interpretação aluna Liana

Dança Rio Grande-1º lugar categoria grupo infantil modalidade dança do ventre



Art&Manhas

Local: cidade desde 2005



Oceano

Local: Cassino desde 2005

Cia Sandro Vieira: iniciou este ano em 06/03/ 2010

Atuou como coreógrafa da comissão de frente da escola 14 de Fevereiro no ano carnaval de 2005 e 2006, tendo obtido a maior nota em dois anos seguidos nas escolas do segundo grupo.





Em 2003 participou de uma seleção de bailarinas em todo o estado para a festa de lançamento do 39º cd do cantor internacional Tony Mouzayek, obtendo excelente avaliação das bailarinas Brysa Mahaila, Alessandra Forte e do derbakista Fabiano Tuerlinckx sendo então uma das vinte classificadas em todo RS para dançar ao lado do cantor.

Saffia realizou em 2004 o espetáculo A sagrada Dança Milenar, no teatro municipal de Rio Grande com a presença de alunas e convidadas de outras cidades.

Em 2004 foi convidada pela bailarina Alessandra Forte para dançar ao lado do cantor internacional Shaker Akiki no clube Libanês em Porto alegre na ocasião de seu 1º show no Brasil.

Saffia tem participado ativamente de eventos municipais tais como á Festa do Mar, Fearg Fecis e eventos beneficentes realizados por entidades carentes, e jantares árabes realizados em nossa sociedade.

Participou de diversas entrevistas em canais de comunicação na cidade de Rio Grande entre elas:

RBS TV, TV Mar e rádio Nativa etc.

Saffia Sâmar realizou em Rio Grande o primeiro workshop de ritmos árabes trazendo para a cidade a bailarina internacional Shahira Kali e o derbakista Lean mendes.

Trouxe também outros nomes tais como:

Alessandra Forte Bailarina internacional de belly dance, com grande participação na novela o Clone e diversos shows e workshop’s realizados em todo o Brasil, além de diversos trabalhos relacionados a belly dance em vários países.

Antônio Carlos Cardoso- professor de danças havaianas único Kokua Kumo do Brasil (profissional autorizado pelo departamento de cultura do Havaí a ensinar a dança Hula).

Brysa Mahaila bailarina com diversos espetáculos realizados em POA para mais de 600 pessoas, participação na novela o Clone, Brysa têm ministrado workshop’s em toda a região sul do país.

Realiza periodicamente feira de produtos árabes com diversos artigos árabes e figurinos para a dança do ventre.

Em 2005 iniciou seus estudos de forma autodidata em dança Tribal, participou do 1º workshop de dança tribal em POA da C&A Shaide Halim de São Paulo (1º trupe de tribal do Brasil).

Organizou, coreografou e produziu a maior festa árabe da cidade de Rio Grande intitulada: Uma noite pra lá de Bagdá! Onde participaram bailarinas de várias cidades do interior e capital do estado, a festa teve duração de 4hrs com 2 horas de coreografias e 2 horas de show com banda árabe ao vivo.

Onde Saffia proporcionou a possibilidade de várias bailarinas se apresentarem pela 1º vez com uma banda ao vivo:

Participa periodicamente de workshop’s direcionados a dança árabe, indiana, flamenca, cigana, havaiana, jazz, contemporâneo, afro e outros estilos que possam aprimorar seu trabalho como professora, bailarina e coreógrafa.



Participou também de workshop’s com nomes renomados neste ano de 2009 tais como:

Nour-Bailarina nº1 no Egito em 26/27/07 2009-11-04

Temas-Mega Dance, Shaab e Oun Kaulton

Muna Zaki-Tema espada fusão circo e Snuj’s

Haíssa-Tema Tribal Fusion

Michele trentin-Tema Danças Beduínas

Yasser Alswery-Cantor e professor de danças folclóricas no Egito 26/07/09

Temas-Dabke folclóre Libanês.

Isabel de Lorenzo- Bailarina com uma Cia de dança na Itália ex-componente do Tribal Fat chance belly dance (a 1º trupe de tribal que foi criada nos USA). Em 14/15/09

Temas- Gypsy Fusion, Dança do ventre Contemporânea, e ATS(American Tribal Style)



Fabiano tuerlinckx-Músico e derbakista profissional com trabalhos internacionais e nacionais. Está entre os melhores derbakistas do Brasil. Em 14/11/09

Temas- Ritmos árabes e ritmos aplicados aos Snujs.

Alessandra Forte denominou sua dança como única e singular, afirmando que Saffia possuí um estilo próprio.

Brysa Mahaila em sua avaliação disse que Saffia possuí uma dança forte e com muita personalidade.

Saffia Sâmar tem ministrado workshop’s direcionados a profissionais de dança árabe e trabalhos coreográficos para festivais de dança.

Sua formação principal é exclusivamente em dança árabe e danças folclóricas do oriente médio.

Incluindo estudos sobre a religião, cultura e idioma árabe.

Workshops em 2010:

Nanda Najla 17 e 18/04/2010- Expressão corporal e facial- Zambra (técnicas de flamenco e dança cigana). Técnicas para o ventre (ondulações, contrações musculares e trabalhos de respiração). Belly Fusion (fusão Tango e dança oriental).

Total: 10hs/aula.



Seus princípios ao ensinar são:

A valorização do feminino de forma saudável para mente e corpo;

A dança como forma de prazer, unindo técnica e amor aos movimentos;

O respeito à singularidade de cada mulher.



Minha eterna gratidão às alunas que ao longo de meu aprendizado tem

Contribuído de maneira ímpar ao meu aprimoramento como ser humano e como professora.



Quando danço, falo com o corpo o que minha alma cala.

Saffia Sâmar



Núcleo Místika de Danças Orientais

Núcleo Místika

de

Danças Orientais









































Oferecemos cursos de:



Dança do ventre e folclóre árabe e egípcio:



Infantil á partir dos 7 anos, juvenil, adulto e da bela idade



Dança cigana: á partir dos 10 anos;



Dança tribal á partir dos 10 anos;



Dança estilo bollywood á partir dos 7 anos.






O espaço possuí:



Decoração árabe;



Ambiente privativo com banheiro próprio



Espelho em toda a extensão da parede;
Chão de madeira para uma melhor climatização e absorvição de impacto;



Quadro branco para o estudo dos ritmos árabes e demais trabalhos didáticos;



Livros e revistas sobre os assuntos relacionados aos cursos;



Venda de dvd's didáticos nacionais e internacionais sobre as danças ministradas no curso;



venda de dvd's e vcd's de shows e performances de bailarinas nacionais e internacionais de dança do ventre;



Venda de cd's de dança do ventre, cigana, havaiana, Thait, afro, flamenco e tribal;



Estilista para a confecção de roupas nos cursos citados acima;






Endereço: João Fernandes Cardoso 267 Parque São Pedro Rio Grande/RS



Fone:053-91636315






Direção: Cláudia Bitencourt






sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O artista e o seu público.


Quando entramos no meio artístico sejam com a intenção de nos tornarmos profissionais, amadores ou artistas anônimos por opção, em nossos sonhos costumamos visualizar momentos de pleno esplendor.
Em um cenário perfeito com a mais bela música surge uma bailarina deixando a todos em êxtase profundo, seus movimentos associados com seu belo traje são uma visão do paraíso, todos prestam atenção nesta figura lendária.
E quando a música termina não se escuta nem mesmo uma simples respiração, é um momento de plena dor e prazer por algo jamais visto ter acabado.
Você pode e deve sonhar, mentalize sempre situações semelhantes, pois isso vai ajudá-la a soltar seus instintos, mas caso você tencione encarar o público leve muito a sério as dicas que lhe serão passadas.
Cuidado ao escolher o local da sua primeira apresentação e também das demais que se seguirão, pois nem todos estarão lá para apreciar a arte que será demonstrada, por exemplo, um público adolescente em grande número é sinal de perigo principalmente se antes de você apresentaram-se grupos de hip hop, pagode, axé ou fórro.
E caso a bailarina tenha um belo corpo você poderá escutar vaias das meninas e gostosas dos rapazes, mas lembre-se tudo para eles é brincadeira em grupo, e não leve de forma alguma a sério o que escutar de um adolescente que apenas deseja chamar a atenção do seu grupo.
Mas entenda também que isto não é de forma alguma uma regra, mas é meu dever alertá-la de que quando decidimos nos mostrar como bailarinas nem sempre temos o público tão sonhado.
O palco de um teatro já é bem mais seleto as pessoas que pagaram o ingresso foram apreciar um espetáculo de dança, e não procurar defeitos ou qualidades em seu corpo, querem apenas ver uma bela dança, assim como em um jantar árabe ou shows em clubes sociais.
Portanto não deixe que palavras ditas ao vento entrem em seu coração, assim como grandes atores e atrizes músicos, e até mesmo o nosso presidente passaram por situações difíceis com o público e superaram, porque não nós também.
Quando dançamos devemos elevar o nosso olhar para o horizonte, para que não ocorram situações constrangedoras como, por exemplo, alguém achar que você lhe lançou um olhar exclusivo.
E também por um outro motivo, pode acontecer de uma alma doente sentir-se extremamente incomodada com seu sucesso e estar fulminando você com um olhar daqueles, ou mesmo estar com uma expressão de puro desdém, e isto pode afetar e muito sua concentração e sua dança.
O artista não tem olhos nem ouvidos, ele deve ser apenas a tradução de sua arte, portanto eleve-se acima do mortal que te olha, pois quando você esta no palco torna-se o sonho daqueles que não tiveram a tua coragem, e isso às vezes incomodam as pessoas de alma pequena.
Na vida, muitas vezes deixamos olhares e palavras nos abalar dando a sensação de derrota, mesmo quando sabemos sermos capazes, a vida também é um palco iluminado onde muitas vezes devemos escutar sem ouvir olhar sem ver e mirar além do horizonte.

Texto: Cláudia Bitencourt
Foto: Cláudia Bitencourt apresentação no palco da Fearg Fecis

A dança árabe moderna


A música moderna nos oferece um leque de opções, e muitos deles baseados em outros estilos de dança, que adaptados de forma oriental tornam sua performance com estilo próprio.
Podemos adaptar com muita suavidade passos de dança indiana, flamenca, jazz e até mesmo do hip-hop, mas ao utilizar movimentos de dança não característicos da dança do ventre devemos ter o cuidado de não traduzi-los de forma pura.
Pois não podemos esquecer que embora a música seja moderna pertence à cultura árabe, portanto uma distorção da mesma de forma agressiva ira tirar a intenção de um leve toque diferente em sua dança.
Interpretar uma música moderna lhe permitirá pequenas brincadeiras com gestos, como por exemplo: levantar o cabelo com as mãos de forma descontraída, bater palmas, realizar delicados acenos para seu público e enfatizar determinados movimentos, como por exemplo: fingir que a um fio em suas mãos puxando seu corpo no passo em que estiver realizando.
A descontração e o sorriso devem ser os elementos chave em sua dança, pois as músicas modernas são extremamente alegres e descontraídas, portanto de forma nenhuma você deve esquecer que uma dança assim vai exigir muita energia, enfim realizar fusões em sua dança e esquecer a vibração que você deve passar para seu público não tornará a sua performance completa.
Lembre-se quando interpretamos uma música moderna deixamos de lado o estilo clássico e majestoso da dança clássica egípcia e o estilo folclórico com suas performances singulares ao seu contexto, mas não podemos deixar de lado a técnica.
Procure passar descontração e alegria sem a preocupação de fundir estilos, pois o mesmo só deve acontecer quando você sentir-se segura em adaptar um movimento diferente a sua performance.
E não se esqueça você vai interpretar uma música com vibração e energia, portanto não faça a dança da árvore, Trabalhe os deslocamentos em sua dança procurando aproveitar o espaço cênico.
Analise a música do principio ao fim, procurando perceber seus pontos altos (refrões), os momentos em que a música apresenta uma continuidade linear, e a sua respiração, analise o tempo entre cada um dos fatores citados acima para que a troca de seus passos possa coincidir com o término dos blocos e frases musicais de forma harmoniosa.
Jamais adquira um movimento visto em uma dança apenas para colocar um fator diferente em sua interpretação, pois o passo deve coincidir com seu estilo próprio, portanto não realize nenhum movimento pensando apenas em enriquecer sua coreografia, isso pode vir a deixar sua dança sem espontaneidade.
A dança é uma das maiores formas de expressão, então sigam seus instintos ninguém lhe ensinará melhor do que eles.
Boa Sorte!!!
Texto: Cláudia Bitencourt
Fot: Workshop que fiz de dança tribal em Porto alegre com Shaide halim

A escolha de um nome artístico




Está no ar um que de nervosismo, mas também uma mulher em belos trajes, enfeitada com adornos, e como em uma visão seu rosto está realçado pelas cores da natureza, seus cabelos enfeitados de luz irradiando beleza a cada balanço.
Está perto de sua primeira apresentação, passos de dança dominados figurino e apresentação pessoal em equilíbrio, ela está para mostrar uma bailarina a si mesma e para o público que ira assisti-la, uma nova mulher ira nascer e neste momento fica a dúvida, continuar com o mesmo nome ou assumir um nome artístico.
O nome artístico vem sendo usado como forma a suavizar nomes e sobrenomes que não tenham som e combinações adequadas artisticamente.
Muitas pessoas do meio artístico fazem uso deste artifício para tornar seu nome com som melódico e de modo a facilitar a lembrança do mesmo, é um recurso que ao longo do tempo torna o individuo bem mais lembrado por seu nome artístico do que por seu nome verdadeiro.
Algumas pessoas usam seu primeiro nome e fantasiam apenas o sobrenome e vice-versa, há também um outro motivo para esta atitude, o simbolismo de uma nova etapa em sua vida, o momento em que nasce um artista.
Na dança do ventre a escolha de um nome árabe tem como simbolismo, a descoberta de uma nova mulher que deixa para trás um cotidiano contemporâneo para se entregar de corpo e alma a uma dança milenar. Pois no instante em que ela ir para seu público, ela deve deixar para trás seus receios e assumir a bailarina que todos esperam ver.
Muitas vezes assumir um nome artístico vence a barreira da timidez, pois o individuo ao se posicionar em seu personagem transporta para ele qualidades que o mesmo não possui ou tem extrema dificuldade em demonstrar.
E como escolher este nome? É bem mais simples do que parece, pois o nome escolhido deve ter um significado especial para você não apenas pelo seu som, mas pelo seu simbolismo através de sua tradução.
Possuo um ritual que realizo com todas as minhas alunas que dançam pela primeira vez em público, escolho um nome que em sua tradução diga respeito à aluna em questão e antes de sua apresentação a batizamos com um nome oriental.
Caso a aluna já possua um nome oriental o nome é respeitado ou trocado conforme a escolha da aluna.
Algumas bailarinas têm optado por usar seu nome original ou apenas agregando um sobrenome árabe, mas lembre-se sua professora pode escolher seu nome de batismo ou a escolha pode ser sua, mas deve acontecer em sua primeira apresentação seja em grande público ou para suas colegas em aula.
Quando você sentir-se pronta informe a sua professora que deseja apresentar-se para sua turma, você será preparada para seu grande dia, seu nome artístico pode ser fornecido por você ou ser deixado a critério de sua professora, e acredite será um grande prazer ver você dançar.
Procure arquivos com alguns nomes de origem oriental e divirta-se escolhendo o seu.
Obs.: ganhará seu nome quando dançar, não demore vou aguardar ansiosa.

Texto: Cláudia Bitencourt




As origens da dança mistica egípcia.


Durante milhares de anos os povos antigos acreditavam na existência de uma grande deusa, que governava o céu e a terra, e a representação na terra desta deusa era a mulher, que assim como o ventre da mãe terra gerava a vida.
A mulher tendo seu ventre como veículo sagrado, e por seu dom intuitivo e perceptível, era relacionada espiritualmente com a grande deusa tendo portanto, domínio sobre os dois mundos.
Sendo assim muitas foram às escolhidas para serem as sacerdotisas do templo da grande mãe, muitas mulheres ainda em sua infância eram levadas aos templos e ensinadas desde a tenra idade na arte da música, dança, magia e demais conhecimentos, e através de sua primorosa educação obtinham privilégios reais, e sua presença tornava-se insubstituível nos rituais de fertilidade, pois se acreditava que somente a mulher seria capaz de repetir os ciclos da natureza, e sendo assim interagir junto a grande deusa.
Acredita-se que a dança nasceu em rituais de fertilidade, onde os movimentos obtinham uma relação com os cinco elementos, fogo, terra, ar, água e éter, sendo este último o responsável por todo o nosso equilíbrio espiritual, e também relacionando os movimentos aos seres da natureza, e as emoções humanas, traduzindo assim com perfeição o ciclo de vida na terra.
Mas através dos tempos a dança foi perdendo seu caráter religioso e sagrado, passando a ser vista fora dos templos e por olhos masculinos, e a partir de então, foi tornando-se cada vez mais artística, obtendo assim performances diferenciadas conforme a região na qual era praticada.
Não há uma origem exata em seus movimentos, pois a dança foi se moldando através dos tempos tendo em seu berço países como, o Oriente Médio, África e Índia, e através dos povos nômades, a dança foi difundida em várias nações e adquirindo personalidade própria da região para onde foi levada, ocasionando assim as danças folclóricas com influências da dança do ventre.
No Egito citamos algumas como a dança tahtib realizada por homens que portam bastões e simulam uma luta marcial, e desta dança originou-se a Rack’s alassaia ou seja, é a versão feminina da dança com bastão, que deve ser desenvolvida pela bailarina com graça, equilibrio e habilidade, o ritmo utilizado para esta dança é chamado de said e recebe o mesmo nome da região onde se origina, temos também a irreverente Melaya laf ou seja a dança do xale enrolado onde uma graciosa mulher passeia encantando e seduzindo de forma juvenil e caricata os jovens em sua volta, em um sedutor abrir e fechar de véu combinados com movimentos de quadril e tronco e expressões e trejeitos singulares.
Na região dos emirados árabes temos o doce khalige dançado ao sabor do ritmo saudita chamado saud, onde as mulheres colocam largas e longas túnicas deixando seus longos cabelos a mostra e utilizando-os em sua dança de forma única, seus movimentos tem características próprias de sua região e possuí marcações significativas e diferenciadas da dança do ventre conhecidas por nós, seus deslocamentos em muitas vezes nos lembra o charleston e sua cadência de passos a nossa dança folclórica chamada Carimbo.
A dança do ventre em sua forma clássica egípcia, possuí muitos passos característicos do balé, e a dança obteve está influencia devido à necessidade de limpar e refinar a postura de braços e deslocamentos cênicos.
hoje em dia podemos encontrar influências de vários estilos de dança tais como flamenco, dança cigana, dança indiana e até mesmo jazz e hip hop, combinados é claro com os passos clássicos da dança do ventre.
Sendo assim a dança do oriente tem passado por diversas mudanças, adaptando-se as novas fusões, e dando assim maiores perspectivas em sua forma artística, porém não devemos esquecer jamais a sua verdadeira essência que consiste em despertar a consciência feminina, muitas vezes adormecida dentro de cada uma de nós.
Através dos tempos as religiões e o mundo moderno sufocaram a deusa que existe dentro de nós, e a mídia, tenta cada vez mais nos adequar ao seu protótipo de um corpo perfeito, e assim acabamos alterando a singularidade em nosso corpo, nos fazendo acreditar que estamos fora do padrão de beleza, corrompendo assim quase que sem percebermos, a verdadeira mulher que há em nós.
A dança do ventre nós remete a lugares distantes onde paira no ar o doce cheiro do almíscar e do sândalo, e em um cenário mágico desvenda-se uma bailarina com vestes diáfanas de sonho e luz , e tal qual uma serpente move-se ao som melódico do alaúde e da cítara, e ao som incessante do derbak agita seus quadris com extrema doçura, Gorda ou magra, feia ou bonita já não importa mais, pois ela tem a certeza de que todos os encantos femininos habitam em seus movimentos.
E o Núcleo Místika te convida a acordar a tua deusa interior que é a tua mais pura essência feminina, e a relembrar a dança de teus antepassados adormecida em seu coração.
Acorda-te ao som do derbak e permita que teus instintos despertem a deusa que mora em teu âmago.

Texto: Cláudia bitencourt
Professora do Núcleo Místika de danças orientais
Email:núcleo_mistika@hotmail.com
Foto Cláudia Bitencourt montagem fotoshop

Homenagem as alunas do Núcleo Místika







Ganharam asas, pois no palco eram apenas anjos.
Resolveram tornarem-se bailarinas, e foram além de seu desejo.
Umas pelas outras, em nome da,
Paixão pela dança.
Olhar e não se encantar, algo impossível,

De se realizar.
Entre dias meses e anos eu vi,

Desabrochar
Anjos descalços, e vi nascer,
Ninfas que dançavam ao som dos quatro elementos.
Caçando nossos olhares em sua
Apresentação.
Somaram-se o tempo há preocupação, de representar com alegria e aos seus causar.

Orgulho, pois fiquem tranqüilas as danças foram muito bem,
Representadas.
Insistentemente lhes digo, foram maravilhosas.
Encontrei entre o ocidente,
Não sabia eu! Havia mulheres do oriente, pois sua dança tinha alma e em suas,
Tonalidades de mil cores havia,
Apenas luz refletindo em todos como um lindo arco-
Íris
Simplesmente obrigada por,

Manifestarem de forma
Ímpar e absolutamente fantástica, a,
Superação de seus limites, parabéns, pois,
Tornaram-se ante os meus olhos, profissionais e dignas de minhas lágrimas que rolam,
Ínsistentemente a cada dança executada, pois vejo amor... E o amor emociona.
Khawala é uma das várias palavras em árabe para dançarina, e
K sua melhor tradução para o português poderia ser grupo Místika de danças orientais.

Com muito carinho de sua mestra

Cláudia Bitencourt

Parabéns vocês foram maravilhosas!

Núcleo Místika de Danças Orientais


Sejam bem vindas!