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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Delicada Bruxa- Por Saffia Sâmar


Quando os véus dançam até o amanhecer, a luz do sol os abençoa com o tom dourado.

Quando os véus dançam até refletirem o brilho das estrelas, a lua os abençoa com o seu magnetismo.

Mas quando uma dançarina se veste com os véus e dança até podermos escutar o suave sussurro de nosso êxtase, a vida nos abençoou com a mais bela das visões.

Então dance delicada mulher, porque teu nome é esplendor, ela fez de meus olhos seus escravos que perambulam e a seguem por aonde vais.

Perdeu-se a minha vontade por entre o balançar de teus cabelos, jovem bruxa, que encantos trazem que me seduz com os pés em pontas, oh! Eu te peço não me apontes tuas lindas mãos em giros, pois este é o chamado de minha perdição.

Seu corpo desafia e brinca com o ar, pois ele não conhece limites, e seus movimentos se fundem,

Constantemente com seu sorriso.

Ela sabe que todos a olham, mas dança como se estivesse sozinha no mundo,

E eu como um bobo, sinto-me morrer a cada ondulação de quadril desta doce serpente.

Encanta-me uma vez mais, dançando e revelando-me quase que pecaminosamente ao som dos tambores, o bater de meu coração.

E da-me o doce sabor da morte, ao terminar tua dança, sem a esperança de uma mais.

Pois de senhor... Virei teu escravo.

Poema:Saffia Sâmar













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