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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Meus poemas. Tem obras que só o artista entende hehehe.

Desvenda-me

Desvenda segredos místicos em mim, e descobre que a minha magia tem cor de carmim.
Pois vermelhos são meus lábios e meus segredos irão umedecer tua curiosidade
Convence-me a contar-te todas as minhas deliciosas mentiras
E quem sabe assim, dou-te o âmago de meu desejo
E benzo-te com o óleo impuro de minhas entranhas.
E vou ansiar desesperadamente por teu ataque, pois tua lança à de dominar o dragão que existe em mim, o símbolo místico dos quatro elementos.
Pois por ti sou fogo que arde, e de meu corpo escorre líquidos como a água, teus olhos tremem meu corpo como a selvagem terra e no ar sinto o cheiro de âmbar que exala de teu corpo.
Serei presa fácil te prometo se souberes caçar me.
E deliciosa será minha carne se souberes como me matar
Pois sou mulher sou bicho do mato sou um ser da floresta
Sou símbolo místico.
Sou quem te aguça o paladar com apenas um olhar.
Desvenda os segredos que há em mim, e eu, simplesmente te devoro, pois sou mulher sou bicho do mato, e às vezes sou eu quem caço.

Sou terra.

Toma-me incansavelmente por tua
E apossa-te de mim, como terra virgem.
Lavrando o meu corpo com tuas mãos e regando-me com teu suor
E terás de mim os melhores frutos.
E tu, saciarás tua fome em meu corpo, sorvendo.
A fruta suculenta e macia que te oferecerei
E eu agradecida por teu esforço
Darei-te anos de terra fértil, pois
Agradável para as entranhas da terra
É o homem que a cultiva sabendo o momento certo
De seu descanso.
Mas cuidado não tente me agarrar,
Pois fugirei por entre teus dedos
Toma-me por tua, mas entenda.
Que eu sou terra, mas também pertenço a o leito de um rio.
Então não me dê fronteiras,
Pois se levada sem querer
Retornarei para ti em solas de sapato.


Reflexo

Que momentos de amor senti, que não me mataram a alma.
Que saudades por ti clamei em que séculos tornaram-se apenas minutos.
Torna-me sublime, torna-me tua, e serei apenas dor.
Flagelo que me mata a alma, que torna minutos em séculos e séculos em minutos.
E que o simples fato de pertencer a ti, pode ser a melhor dor do mundo.
Teu amor é como um doce veneno, que me diverte a língua, enquanto me mata por dentro.
Faz de mim tua vontade, mas mata-me de prazer.

Mata-me pois a dor me delicia, como o sopro do morcego
E não acusa-me se não consegues me entender
Pois sou a alma rasgada que em um sonho perdeu-se em teu amor
Torna-me apenas a sombra contanto que seja a tua
Pois o teu reflexo negro é o portal de minha loucura.




Aurora da vida

Em doces momentos, segui no agora, pois ainda era cedo para contar as horas.
Buscando o amor juvenil que tivera no amanhecer da vida
Uma mera busca outrora de um beijo dado em qualquer hora
Pena descobrir então que havia escuridão na aurora.

Um sonho como verdadeiro uma realidade como mentira
Quem é a dama sem rosto que chora? Pequenas gotas de cristal
Que ao cair quebram-se como a palavra do mentiroso

Delata e entrega a falsa palavra como o traidor faz
E assopra minha ferida antes de machucar-me de novo
Pois o amor acredita mesmo esfacelado que as palavras
Do mentiroso não são mentiras.
Faz me crer de novo, que a aurora apenas brilha.

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